Em um mercado que, por anos, foi dominado por paletas neutras e projetos cada vez mais semelhantes entre si, um movimento ganha força na decoração de interiores: o maximalismo como expressão de identidade. O tema foi destaque na 16ª edição da ABCasa Fair, maior feira de artigos para casa e decoração da América Latina, realizada no Expo Center Norte, em São Paulo, reunindo profissionais e marcas que defendem ambientes mais autorais e afetivos.
Durante a palestra “Maximalismo como linguagem e emoção”, a arquiteta e urbanista Carol Dal Molin apresentou uma abordagem que desafia a ideia de excesso associada ao estilo. Segundo ela, o maximalismo contemporâneo é construído com curadoria, equilíbrio e intenção. A proposta é unir referências clássicas, como boiseries e molduras, a elementos contemporâneos, obras de arte, texturas e cores, criando espaços sofisticados, atemporais e, sobretudo, cheios de significado para quem vive neles.
A valorização do design autoral também apareceu entre os expositores. Criada durante a pandemia, a marca carioca Dani Enne conquistou espaço no mercado com peças artesanais em cerâmica que exploram cores intensas, formas expressivas e forte apelo artístico. Em pouco tempo, seus objetos utilitários passaram a ser vistos como itens colecionáveis, chegando inclusive a integrar a cenografia da casa do Big Brother Brasil, um dos cenários mais vistos do país.



Outra empresa que reforçou essa virada estética foi a Lucatti Artes e Decorações, que apresentou uma coleção com mais de mil novos produtos voltados a uma linguagem mais artística, com peças de maior escala, formas variadas e forte impacto visual. A proposta reflete uma mudança estratégica no setor, que passa a enxergar valor não apenas na funcionalidade, mas também na experiência e na emoção proporcionadas pelos ambientes.


Na prática, especialistas destacam que incorporar o maximalismo não significa abandonar a harmonia. O segredo está em definir uma base de cores e materiais que se repitam, criando continuidade visual entre os espaços. A partir dessa estrutura, é possível introduzir estampas, texturas e objetos de destaque que funcionem como pontos focais, garantindo riqueza estética sem perder o equilíbrio.
Para quem deseja começar, ambientes menores, como o lavabo, são considerados ideais para experimentar combinações mais ousadas. A tendência, no entanto, vai além de modismos: ela reflete uma mudança de comportamento. Em vez de seguir padrões, moradores buscam casas que traduzam suas histórias, referências e memórias. No cenário atual da decoração, luxo deixa de ser sinônimo de uniformidade e passa a significar algo mais simples — viver em um espaço que realmente represente quem se é.
Fotos: Divulgação ABCasa Fair
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