“Era da Impermanência”: estudo revela por que o novo luxo da casa brasileira é ganhar tempo — e como isso transforma o design em 2026

Em um cenário marcado pela aceleração constante da vida contemporânea, a casa brasileira assume um novo protagonismo: o de refúgio estratégico para desacelerar e recuperar o controle do tempo. É o que aponta o estudo inédito “Era da (im)permanência: o tempo e a relação com os ambientes”, desenvolvido pela Dexco em parceria com a WGSN, entre novembro de 2025 e fevereiro de 2026.

A pesquisa, realizada com 1.125 brasileiros das classes A e B, revela um paradoxo que redefine o morar contemporâneo: enquanto 66% dos entrevistados sentem que a vida está cada vez mais acelerada, 90% enxergam a casa como o principal espaço para desacelerar, recarregar energias e retomar o controle da rotina. Mais do que abrigo, o lar passa a ser um ambiente de gestão do tempo e bem-estar emocional.

Esse novo comportamento impacta diretamente o consumo e o design de interiores. Pela primeira vez, a economia de tempo surge como prioridade doméstica central: 47% dos entrevistados desejam ganhar tempo dentro de casa — índice superior ao trabalho, transporte ou alimentação. Nesse contexto, o conceito de “casa inteligente” evolui: deixa de estar restrito à tecnologia e passa a incorporar soluções de design que eliminam esforços e simplificam o dia a dia.

Crédito: August de Richelieu – Pexels

A praticidade se torna decisiva. O estudo mostra que 45% dos consumidores priorizam reduzir o tempo gasto com limpeza, enquanto 57% afirmam que mudariam de residência em busca de um lar com manutenção mais fácil. Materiais de alta performance e superfícies de fácil higienização ganham protagonismo, com 63% dos entrevistados considerando esse fator essencial na escolha de acabamentos.

O levantamento também revela um consumidor altamente ativo: 77% realizaram reformas recentes e 80% pretendem investir novamente em melhorias no próximo ano. Esse movimento reforça uma mudança estrutural no setor de arquitetura e decoração, impulsionada pela busca por eficiência, durabilidade e conforto.

As três dimensões do tempo no morar contemporâneo

O estudo identifica três pilares que devem orientar o design de interiores e a arquitetura nos próximos anos:

Eficiência e longevidade
A funcionalidade ganha uma nova leitura, conectada ao envelhecimento da população e ao futuro. Com 81% dos brasileiros mais atentos à longevidade, o design multigeracional deixa de ser tendência e se consolida como necessidade. A durabilidade dos materiais passa a ser prioridade: 54% preferem investir em bases permanentes, como pisos e revestimentos de alta qualidade, reduzindo trocas frequentes e estimulando práticas alinhadas à economia circular.

Bem-estar e presença
O conforto sensorial assume papel central. A sensação térmica, por exemplo, é considerada essencial por 61% dos entrevistados, refletindo uma resposta direta às mudanças climáticas. A casa também se consolida como espaço de saúde mental: 67% já reservam ambientes específicos para relaxamento, impulsionando o conceito de slow living na arquitetura.

Memória e identidade
Em contraponto à padronização digital, cresce a valorização do artesanal e do autoral. Cerca de 61% dos consumidores preferem móveis feitos à mão, enquanto 78% utilizam a casa como um “arquivo vivo”, expondo objetos que contam suas histórias. O lar passa a refletir experiências, memórias e identidade cultural, fortalecendo vínculos emocionais com o espaço.

Bacia Single da Deca com acionamento Touchless e tecnologia Total Clean: integra abertura e fechamento automáticos do assento e descarga automática, garantindo higienização sem esforço, aliados ao conforto do assento aquecido, todos facilitadores silenciosos da vida moderna. 

Design latino em ascensão

Outro destaque do estudo é a valorização da identidade latino-americana no design. Em um contexto global de transformações socioculturais, a América Latina se consolida como polo de criatividade e autenticidade. Mais da metade dos brasileiros (55%) afirma sentir orgulho em ter uma casa que represente essa identidade.

Esse movimento já se traduz em reconhecimento internacional, com o Brasil alcançando recordes em premiações como o iF Design Award em 2026. A estética local, aliada a materiais naturais e narrativas culturais, ganha espaço como diferencial competitivo no cenário global.

O Piso Laminado Freijó Imperial da Durafloor une sofisticação e durabilidade estética, destacando a textura natural da madeira: elegância atemporal que atua como uma infraestrutura durável, garantindo beleza relevante através das décadas

A casa como sistema adaptável

A pesquisa também aponta o crescimento das moradias multigeracionais, que exigem projetos mais flexíveis e integrados. Ambientes como quartos (58%), cozinhas (48%) e áreas externas ganham novas funções, equilibrando privacidade e convivência. Já o banheiro se transforma em espaço terapêutico, com o banho assumindo papel de regeneração física e mental.

Nesse novo cenário, a impermanência deixa de ser vista como instabilidade e passa a orientar estratégias de design. Projetar a casa do futuro significa criar sistemas capazes de se adaptar às mudanças da vida, conciliando eficiência, conforto e significado.

Para a Dexco, que completa 75 anos em 2026, o desafio está em transformar o tempo em experiência. O novo luxo doméstico, segundo o estudo, não está na tecnologia em si, mas na capacidade de devolver tempo ao morador — um ativo cada vez mais escasso e valioso na vida contemporânea.

Banheiras de imersão Deca: com design compacto e ergonômico, se transformam em tecnologia de regeneração. E o Chuveiro Select Eco: com o botão seletor que permite alternar entre os modos Eco (economia de água) e o modo Conforto (com maior intensidade de jato), oferece consciência e liberdade de escolha no ritual diário.

Foto de capa: Maura Mello e Ian Rassari

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Maria Cláudia Aravecchia Klein

Maria Cláudia é jornalista, mentora de Marketing de Conteúdo e especialista em Casa & Decor. Atua com publieditoriais, consultorias e produção de conteúdo desde 1997. Fundadora da Revista Vida Prática, é colunista em portais do setor e referência em conectar marcas ao público com autenticidade e propósito.