Projeto de 40 m² aposta em formas orgânicas, tons terrosos e nuances de azul para criar um refúgio que conecta mente, coração e alma
Em tempos em que a arquitetura busca promover experiências cada vez mais humanas, o estúdio OHMA apresenta um ambiente que convida à contemplação e ao equilíbrio. Assinado pelos arquitetos Nicholas Oher e Paloma Bresolin, o espaço Ohma – Ilha da Alma traduz, em 40 m², um conceito que ultrapassa a estética e mergulha na dimensão emocional do morar, propondo uma reflexão sobre o encontro entre razão, sentimento e essência.
Inspirado na ideia de que existe um terceiro lugar entre a mente que pensa e o coração que sente — a alma —, o projeto foi concebido como uma verdadeira ilha de conforto. A proposta parte da compreensão de que a alma é movimento, transformação e mistura, princípios que se manifestam em cada detalhe do ambiente por meio de uma composição fluida, acolhedora e profundamente sensorial.

A paleta de cores desempenha papel fundamental na narrativa do projeto. Os tons claros e terrosos criam uma atmosfera de serenidade, aquecendo o espaço e estimulando a sensação de acolhimento. Em contraste delicado, as nuances de azul surgem para despertar a memória, favorecer a introspecção e provocar o pensamento, estabelecendo um diálogo sutil entre emoção e racionalidade.
Essa sensação de continuidade também é reforçada pelas formas orgânicas que percorrem todo o ambiente. A fluidez aparece no desenho da marcenaria sob medida, na lareira, nas cortinas e, principalmente, na escolha do mobiliário. Linhas curvas conduzem naturalmente o olhar e o percurso do visitante, criando uma experiência espacial sem rupturas, onde arquitetura, design e arte coexistem em perfeita harmonia.

A curadoria de objetos decorativos e obras de arte complementa a narrativa do projeto, atribuindo personalidade ao espaço e reforçando sua proposta de despertar emoções por meio da contemplação. Cada elemento foi selecionado para contribuir com uma atmosfera que valoriza o tempo desacelerado, o silêncio e a conexão com o essencial.
Além da linguagem estética, o ambiente também evidencia um compromisso com a acessibilidade. O projeto conta com acesso por elevador, permitindo que o percurso seja realizado de forma mais inclusiva e confortável, ampliando a experiência para diferentes perfis de visitantes.

Mais do que um ambiente de exposição, Ohma – Ilha da Alma representa uma tendência crescente na arquitetura contemporânea: a criação de espaços capazes de promover bem-estar físico e emocional. Ao unir design orgânico, cores cuidadosamente escolhidas, arte e funcionalidade, Nicholas Oher e Paloma Bresolin demonstram como a arquitetura pode se transformar em um instrumento de acolhimento, reflexão e equilíbrio, traduzindo o verdadeiro significado de viver bem.
Fotos: Camila Santos
#CASACOR #CASACOR2026 #Arquitetura #DesignDeInteriores #Decoração #DecoraçãoDeInteriores #Interiores #ArquiteturaContemporânea #DesignBrasileiro #Ambientes #Mobiliário #BemEstar #ArquiteturaSensorial #DesignOrgânico #Marcenaria #Lareira #ArteNaDecoração #Inspiração #HomeDecor #RevistaDeDecoração