Projetado pelo escritório Marina Baldissera Arquitetura em parceria com o arquiteto Ralf Maschio, este imóvel em Brusque combina curadoria de design assinado, pedra natural e um jogo sutil de luz e sombra.
Por Casa Vida Prática
Criar um lar que seja, ao mesmo tempo, um refúgio íntimo para a família e um espaço convidativo para receber amigos é um dos grandes trunfos da arquitetura residencial contemporânea. Quando o pedido dos moradores inclui uma estética perene, presença marcante da madeira e uma transição marcante entre a área social e a área íntima, o desafio se tornauma verdadeira aula de composição e equilíbrio.

É exatamente essa a premissa deste apartamento de 265 m², localizado em Brusque, Santa Catarina. Projetado pelo escritório Marina Baldissera Arquitetura em parceria com o arquiteto Ralf Maschio, o imóvel foi desenhado para atender aos desejos de um casal e sua filha adolescente.
Duas atmosferas em perfeita sintonia
Apesar de ser um imóvel novo, o apartamento já havia passado por intervenções do proprietário anterior. Por estar completamente vazio, os profissionais puderam repensar o layout do zero, buscando uma linguagem contemporânea de linhas limpas e volumes bem definidos, livre de modismos passageiros.

A grande sacada do projeto reside no jogo de atmosferas que divide o morar:
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Área Social (Dramática e Convidativa): Na zona de convívio, impera uma paleta de tons mais escura, dominada por variações de cinza, contrastes pontuais e a imponência das pedras naturais, que revestem desde as bancadas até grandes superfícies, como a parede do living.
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Área Íntima (Acolhedora e Calorosa): À medida que se avança para as suítes, a transição ocorre de forma sutil, dando lugar a uma cartela suave de bege e madeira aquecida, promovendo uma sensação imediata de conforto e descanso.
Integração, wine lounge e o saber receber
Pensado para quem ama receber, o setor social ganhou um layout fluido e multifuncional. A pedido da família, foram criadas duas áreas distintas para apoio gastronômico: uma bancada prática na cozinha e outra no espaço gourmet.
Outro destaque da planta é o wine lounge, estrategicamente posicionado para contemplar a vista panorâmica da cidade — o cenário perfeito para degustar um bom vinho ao fim do dia.
Planta inteligente e design de autor
Para ajustar o apartamento às reais necessidades da família, a configuração original de quatro suítes foi reorganizada. Parte de um dos dormitórios deu lugar a um home office privativo e confortável. As demais foram redistribuídas em uma suíte para hóspedes, a suíte da filha adolescente (que ganhou um closet integrado) e a generosa suíte master, também equipada com um amplo closet.
A curadoria do mobiliário solto foi incorporada desde as primeiras etapas do projeto, estabelecendo um diálogo direto entre a proporção dos espaços e a nobreza dos materiais:
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Área Social: As cadeiras Ale, de Marcelo Ligieri, abraçam a mesa de jantar; a poltrona Emi, assinada por Luan Del Savio, protagoniza o wine lounge; enquanto os bancos de bar Rio (também de Del Savio) e as banquetas Lina, de Daniela Ferro, trazem elegância às bancadas do gourmet e da cozinha.
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Área Íntima e Office: O closet da suíte master recebe o banco Belmonte, de Pedro Mendes; o dormitório ganha a cadeira Eva e o banco Thae (ambos de Luan Del Savio) junto à cabeceira Pantalla. No home office, a cadeira Liv Office, do mesmo designer, arremata a cena de trabalho com ergonomia e sofisticação.
Cenografia de luz e soluções sustentáveis
A iluminação técnica segue a premissa do minimalismo: integrada à arquitetura e embutida na marcenaria, ela evita o excesso de spots no gesso e pontua o ambiente de maneira indireta e acolhedora.
O grande destaque cênico fica por conta do painel muxarabi, que ganha a companhia de uma luminária piso-teto da Reka, desenhada para projetar um poético jogo de luz e sombra sobre a madeira. Sobre a mesa de jantar e no wine lounge, pendentes e arandelas assinados por Waldir Junior assumem o status de esculturas luminosas.
Além do apuro estético, o projeto se destacou pelo uso consciente dos recursos. O porcelanato e o piso vinílico existentes e em bom estado foram mantidos, exigindo um esforço de compatibilização das instalações hidráulicas e elétricas para evitar demolições desnecessárias. O toque final de tecnologia fica por conta do sistema de automação para as cortinas motorizadas, garantindo o controle preciso da luz natural e praticidade no dia a dia.

Gostou deste projeto? Qual ambiente com paleta escura você traria para o seu próprio lar? Deixe sua opinião nos comentários e compartilhe este artigo com quem ama arquitetura e design!

Cenografia de luz e soluções sustentáveis