Exposição inédita em São Paulo reúne mais de 400 obras do arquiteto responsável pelo Allianz Parque e ocupa os quatro andares da Oca com instalações imersivas, fotografia, design e projetos icônicos
A Oca do Ibirapuera abre espaço para uma das exposições mais abrangentes do calendário cultural paulistano em 2026. A mostra Edo Rocha: Arte e Arquitetura, com curadoria de Agnaldo Farias, apresenta um panorama monumental da trajetória de Edo Rocha, reunindo mais de 400 obras distribuídas pelos quatro andares do edifício projetado por Oscar Niemeyer.
Aberta ao público a partir de 6 de maio, a exposição percorre mais de seis décadas de produção artística e arquitetônica, revelando como arte, urbanismo, design, tecnologia e sustentabilidade se entrelaçam na obra de um dos nomes mais inventivos da arquitetura brasileira contemporânea.
Desenhos, pinturas, esculturas, fotografias, instalações, maquetes e projetos urbanísticos convivem sem hierarquias em uma expografia que propõe uma imersão completa no universo criativo de Edo Rocha. O percurso atravessa desde os primeiros desenhos realizados ainda na adolescência até projetos arquitetônicos emblemáticos e obras inéditas que refletem sobre o futuro do planeta e a relação entre natureza e humanidade.
“Essa exposição é um resumo da minha produção. Mostra como arte e arquitetura se conectam ao longo da minha trajetória”, afirma o artista. Segundo ele, apenas um espaço com a dimensão e a força simbólica da Oca permitiria reunir tantas linguagens em diálogo simultâneo.
Logo no térreo, esculturas em granito, peças metálicas espelhadas e instalações monumentais recebem o visitante em uma narrativa visual marcada por experimentação e movimento. Projetos arquitetônicos ganham destaque em grandes banners acompanhados de vídeos e maquetes que formam uma espécie de cidade imaginária — misturando edifícios construídos, ideias conceituais e investigações urbanas.
Entre os destaques da mostra está uma instalação dedicada ao Allianz Parque, um dos projetos arquitetônicos mais conhecidos de Edo Rocha. A arena surge em diálogo com obras como Onda Verde e Palmeiras, revelando o interesse do arquiteto pela acústica, tecnologia e experiência sensorial dos espaços. “Segundo Paul McCartney, essa é a melhor arena do mundo”, comenta Agnaldo Farias. “Edo possui um domínio raro da tecnologia acústica e transita com naturalidade entre múltiplas disciplinas.”
A exposição também resgata momentos históricos da carreira do artista, incluindo trabalhos apresentados na X Bienal de São Paulo, período em que consolidou sua presença no cenário das artes visuais brasileiras. A relação entre experimentação plástica e pensamento arquitetônico aparece como eixo central da mostra, evidenciando como esculturas, desenhos e pesquisas visuais reverberam diretamente em edifícios e projetos urbanos.
No segundo andar, a fotografia assume protagonismo com três séries inéditas produzidas neste ano: Japão, Wabi Sabi e O Cosmo. Em Japão, Edo Rocha registra paisagens naturais, jardins e árvores do outono japonês em imagens de forte apelo contemplativo. Já Wabi Sabi explora a estética japonesa da imperfeição e da passagem do tempo, transformando fissuras, folhas secas e marcas naturais em poesia visual.
A série O Cosmo surge como uma das instalações mais imersivas da exposição. Composta por 80 monitores suspensos e espelhos posicionados estrategicamente, a obra cria um efeito caleidoscópico que envolve o visitante em uma experiência visual e sensorial de grande impacto.
Outro núcleo importante da retrospectiva explora a relação do artista com música, design e tecnologia. No térreo inferior da Oca, um piano de cauda automatizado reproduz performances de pianistas renomados sincronizadas com projeções audiovisuais, criando um ambiente de contemplação e descanso integrado à narrativa expositiva.
A sustentabilidade, tema recorrente na trajetória de Edo Rocha, aparece de forma transversal em toda a mostra. Painéis acústicos produzidos com PET reciclado foram incorporados ao percurso expositivo, enquanto uma instalação audiovisual aborda temas urgentes como crise hídrica, emissão de dióxido de carbono e o avanço das catástrofes climáticas.
Natural de São Paulo, Edo Rocha iniciou sua formação artística ainda na adolescência e realizou sua primeira exposição individual aos 16 anos. Desde então, construiu uma trajetória singular entre artes visuais, arquitetura e urbanismo, consolidando-se como uma figura essencial da cultura brasileira contemporânea.
Mais do que uma retrospectiva, Edo Rocha: Arte e Arquitetura transforma a Oca do Ibirapuera em uma experiência imersiva onde criatividade, arquitetura, tecnologia e consciência ambiental dialogam em escala monumental — reafirmando o espaço como um dos principais palcos da arte e do design no Brasil.
Edo Rocha: Arte e Arquitetura
Abertura: 6 de maio de 2026
Período expositivo: 6 de maio a 19 de julho de 2026
Local: OCA – Pavilhão Lucas Nogueira Garcez
Parque Ibirapuera – São Paulo
Horários: terça a domingo, das 10h às 19h (entrada até 18h)
Ingressos: https://www.ingresse.com/edo-
R$ 50 (inteira)/ R$ 25 (meia)
*Entrada gratuita às quartas-feiras

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